Minha vida como prisioneiro da Al-Qaeda por cinco anos:sportingbet apostas

Stephen McGown

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, O sul-africano Stephen McGown ficousportingbet apostaspoder da Al-Qaeda durante cinco anos na África
Stephen McGownsportingbet apostasvídeo da Al-Qaeda
Legenda da foto, No cativeiro, Stephen McGown foi obrigado a aparecersportingbet apostasvídeos da Al-Qaeda (Crédito: Reprodução Al Jazeera)

Ele se levantava diariamente antessportingbet apostaso sol raiar para a oração islâmica do amanhecer. Ajoelhava na areia, junto ao companheirosportingbet apostascativeiro, Johan, e os jihadistas.

Em seguida, era servido um café da manhã com pão e leitesportingbet apostaspó. Na sequência, os reféns voltavam a dormir ou faziam exercício.

"Éramos livres para nos deslocarsportingbet apostasuma área do tamanhosportingbet apostasum camposportingbet apostasfutebol", relembra.

O almoço era espaguete ou arroz, servido com carnesportingbet apostascabra, ovelha ou camelo. Muitas vezes, os reféns cozinhavam a própria refeiçãosportingbet apostasfogão à lenha, uma vez que os jihadistas preferiamsportingbet apostascomida "banhadasportingbet apostasóleosportingbet apostascozinha".

Eles passavam a parte mais quente do dia descansandosportingbet apostassuas barracas, aprendendo e recitando o Alcorão, livro sagrado muçulmano.

"Muitas vezes, eu recitava o Alcorão na minha tenda porque os sequestradores riam da minha pronúncia, não consegui aprender bem os sons árabes", conta.

Construindo uma cabana

Em seguida, McGown tentava aprimorarsportingbet apostasaabuugi, cabana que ele construiu com galhossportingbet apostasárvores. E ficou obcecado com esse projeto, já que não lhe restavam muitas distrações.

"Eu testava se teria mais ou menos ventilação, com ou sem grama na entrada e tentava diferentes maneirassportingbet apostasreduzir o brilho da areia", lembra.

À noite, todos relaxavam. E McGown se esforçava para socializar com os sequestradores.

"Eles faziam chá e viam vídeos da Al-Qaeda ou, às vezes, escutavam a rádio francesa", relata.

Após a última oração, iam dormir.

"Eu pensava na minha família, se ainda estavam me esperando e se estavam vivos."

Stephen McGown esportingbet apostasmotosportingbet apostasdeserto africano
Legenda da foto, McGown planejava viajar pela Europa e pela África por seis meses (Crédito: Stephen McGown)

Viagem sem volta

Cinco anos antes, McGown e a mulher, Catherine, planejavam deixar o apartamentosportingbet apostasPutney, no sudoestesportingbet apostasLondres, para retornar a Johannesburgo, na África do Sul, onde os dois cresceram e pretendiam formar uma família.

Na África do Sul, McGown também sonhava estabelecer um negócio para exportar óleosportingbet apostasjojoba produzido na fazenda do pai.

O casal se conheceusportingbet apostas2006 e se casou um ano depois. Em Londres, McGown trabalhavasportingbet apostasum banco e Catherine era fonoaudióloga infantil do Serviço Públicosportingbet apostasSaúde (NHS).

"A gente tinha um grupo grandesportingbet apostasamigos e costumava ir para o campo nos finssportingbet apostassemana", diz McGown, que também gostavasportingbet apostaspegar a moto para ir pescar.

Stephen e Catherine McGown
Legenda da foto, McGown se casou com Catherinesportingbet apostas2007 (Crédito: Stephen McGown)

Enquanto Catherine planejava o retorno do casal a Johannesburgo, McGown partiu parasportingbet apostas"última grande aventura"sportingbet apostasmoto pela África e Europa.

Ele saiu do Reino Unido no dia 11sportingbet apostasoutubrosportingbet apostas2011 e viajou pela França e Espanha até Gibraltar, onde atravessou para o Marrocos. Em 9sportingbet apostasnovembro, chegou ao Mali.

Stephen McGown naviagemsportingbet apostasmoto
Legenda da foto, McGown cruzousportingbet apostasmoto a França e a Espanha até chegar a Gibraltar, onde atravessou para o Marrocos (Foto: Stephen McGown)

Grande parte da viagem foi feita na companhiasportingbet apostasum motociclista holandês chamado Fokke. Eles se separavam ocasionalmente, quando McGown parava para observar aves.

Do Mali, os dois pretendiam seguir até Burkina Faso, mas no último momento decidiram ir para Timbuktu junto com outros turistas. McGown chegou um dia antessportingbet apostasFokke e fez check-insportingbet apostasum hotel barato. Ele estava acompanhadosportingbet apostasum casalsportingbet apostasholandeses, Sjaak e Tilly Rijke, que conheceu no Marrocos, e mais dois turistas, o sueco Johan Gustafsson e um alemão chamado Martin.

Captura

No dia 25sportingbet apostasnovembro, os turistas acordaram cedo e saíram para caminharsportingbet apostasTimbuktu. Ao voltar para o hotel, McGown decidiu relaxar no pátio. Foi quando um gruposportingbet apostashomens entrou correndo no local.

Na confusão, McGown escutou Tilly gritar para que todos deitassem no chão.

"O alemão resistiu, e logo escutei disparos", conta.

"Eu disse para os que estavam comigo: 'acho que mataram Martin'."

O deserto

Malcolm McGown estava emsportingbet apostascasasportingbet apostasJohannesburgo quando o telefone tocou. Ele esperava ouvir a voz do filho, com quem havia conversado por Skype dias antes, quando ele estava no Mali.

Mas era a mãe do holandês Fokke.

"Ela me perguntou se eu era o paisportingbet apostasStephen. E contou que eles haviam sido sequestrados pela Al-Qaeda", recorda-se. "Eu fiqueisportingbet apostaschoque, não sabia o que fazer."

Após dar a notícia à mulher, Beverley, Malcolm tentou contato com alguns órgãos do governo, mas não teve resposta. Ligou então para a filha, que estavasportingbet apostasLondres com Catherine, mulhersportingbet apostasStephen.

"Não dormi muito nos primeiros dias", diz Catherine. "Tinha muita esperança. Achava que seriam apenas poucas semanas antessportingbet apostasvoltar a vê-lo."

Stephen McGowm e dois outros sequestradossportingbet apostasvídeo da Al-Qaeda
Legenda da foto, Em vídeo da Al-Qaeda, Stephen McGown aparece com seus colegassportingbet apostascativeiro, um sueco e um holandês (Crédito: Reprodução)

Início no cativeiro

Enquanto isso no Mali, McGown era transportadosportingbet apostascarro pelo deserto.

"Nos levaram até o nortesportingbet apostasuma viagemsportingbet apostas15 horas", relembra o sul-africano, que foi obrigado a viajar deitado com os outros reféns, o holandês Sjaak e o sueco Johan.

Em determinado momento da viagem, McGown "gelou" quando se deu conta que estava com seu segundo passaporte, o britânico - ele tem dupla nacionalidade.

"Sabia o que já tinha acontecido com reféns britânicos no passado."

Os três reféns foram deixadossportingbet apostasalgum lugar do deserto do Saara, no nortesportingbet apostasMali.

Eles foram informados que haviam sido sequestrados pela Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI), grupo formado a partirsportingbet apostasorganizações que lutavam contra o governo argelino na décadasportingbet apostas1990.

Eles sequestravam cidadãos ocidentais no norte da África e os trocavam por prisioneiros islamitas ou dinheiro.

"Eles falaramsportingbet apostasum inglês péssimo que nos matariam. Mas talvez tenham dito isso para que a gente não causasse problemas e fizesse o que eles queriam. Estávamos petrificados", diz.

Quando os sequestradores acharam o passaporte britânicosportingbet apostasMcGown, começaram a rezar e a se inclinar na areia.

"Estavam muito felizes e emocionados. Eu expliquei que era sul-africano e que nasci e fui educado ali. Mas eles se referiam a mim como britânico, o que me assustou."

Os três reféns eram vigiados por 17 jihadistas que portavam armas e granadas.

Membro da Al-Qaeda segurando fuzil
Legenda da foto, Jihadistas que vigiavam os reféns estavam fortemente armados (Crédito: Al Jazeera)

Precisavam pedir permissão para ir ao banheiro e à noite eram acorrentados. A cada duas semanas, quando eram levadossportingbet apostasum acampamento para outro, tinham os olhos vendados.

Nas primeiras semanas, os reféns se questionavam se iriam morrer, tentavam descobrir onde estavam e vislumbravam uma possível fuga.

"Mas logo percebemos que isso poderia colocar os demaissportingbet apostasperigo, que não falávamos o idioma e não saberíamos onde encontrar água."

Enquanto o sueco Johan achava que as negociações poderiam levar anos, McGown e Sjaak eram mais otimistas. O paisportingbet apostasMcGown também tinha mais esperança. Ele se reuniu com a polícia sul-africana responsável por tentar localizar os reféns.

"Era possível que os reféns fossem resgatados rapidamente e que tivéssemos Stephensportingbet apostasvoltasportingbet apostasfevereiro ou marçosportingbet apostas2012", diz Malcolm. "Mas houve um golpesportingbet apostasEstado no Mali e todos os planos foram cancelados".

A vidasportingbet apostascativeiro

McGownsportingbet apostasvídeo da Al-Qaeda
Legenda da foto, McGown aparecesportingbet apostasmais um vídeo da Al-Qaeda; ele se converteu ao islã seis meses após ser preso (Crédito: Reprodução)

Em marçosportingbet apostas2012, o governo do Mali foi deposto. E, ao mesmo tempo, os tuaregues (povosportingbet apostastradição nômade do deserto do Saara) passaram a controlar as cidades e povoados do norte.

Logo, os grupos jihadistas - incluindo a Al-Qaeda - tomaram o poder. Com o caos instalado, a negociação com os sequestradores se perdeu.

Em julho, um vídeo postado no YouTube mostrava McGown e Johan com barbas longas e usando túnicas. McGown dizia: "Hoje recebi uma carta dos meus pais. Estou saudável e estão me tratando bem".

A carta havia sido escrita porsportingbet apostasfamília, mas ele nunca chegou a lê-la. Foi retirada assim que as câmeras foram desligadas.

Os reféns gravaram ao menos 15 vídeos, mas só alguns foram divulgados.

"Chegava um homem e nos contava como estavam as negociações. Depois falava para pedirmos ajuda a certas pessoas e para agradecermos outras", lembra McGown.

Conversão ao islã

Ele tomou então a decisãosportingbet apostascriar uma relação com seus algozes. Por isso, se converteu ao islã seis meses após o sequestro.

"Eu era cristão e muitas das histórias do islã são as mesmas. A religião me deu estabilidade no deserto", afirma.

Sjaake e Johan também se converteram e todos notaram uma melhora imediata na formasportingbet apostasque eram tratados. Rezavam e participavam das refeições com os sequestradores, que lhes ensinavam árabe para que pudessem compreender o Alcorão.

No entanto, nunca ensinaram a eles o dialeto hassaniya, que falavam entre si.

Imagemsportingbet apostasMcGownsportingbet apostasvídeo da Al-Qaeda
Legenda da foto, McGown conta que os sequestradores passaram a lhe tratar melhor depois que se converteu ao islã (Crédito: Gift of the Givers)

Da segunda vez que chegou uma carta da família, deixaram McGown ler.

"Me senti bem, todos me enviavam seu amor."

"Minha mulher me contou que tinha ido ao casamentosportingbet apostasuns amigos, que estava participandosportingbet apostasum clubesportingbet apostascorrida. E que estavam fazendo o possível para nos libertar", recorda-se.

Em janeirosportingbet apostas2013, uma ofensivasportingbet apostastropas francesas no Mali recuperou o controle das cidadessportingbet apostasGao e Timbuktu.

McGown diz que essa foi a hora "mais sombria", o momentosportingbet apostasque achou que nunca seria libertado. Ele acreditava que poucos governos considerariam negociar com a Al-Qaeda, enquanto lutavam contra as forças ocidentais no Mali.

Nessa época, os reféns eram transferidos semanalmente pela Al-Qaeda, e Johan decidiu fugir.

"Achei que ele estava louco. Parecia não entender nada da África e das suas distâncias. O trouxeramsportingbet apostasvolta no dia seguinte", conta McGown.

Em represália, os sequestradores tiraram dos reféns seus poucos objetos pessoais. Após um ano, Sjaak foi separadosportingbet apostasMcGown e Johan sem explicação. Ele seria libertadosportingbet apostasoutro acampamento anos depois, por tropas francesas.

Johansportingbet apostasvídeo da Al-Qaeda
Legenda da foto, O sueco Johan tentou fugir, mas foi recapturado pelos jihadistas

McGown seguia sem acreditar que seria libertado, como diziam os sequestradores.

Ele tinha medo quesportingbet apostasfamília o tivesse esquecido e que a mulher, Catherine, tivesse desistido do relacionamento.

"Queria o melhor para ela, estávamos na idadesportingbet apostaster filhos", diz. "Decidi que se ela conhecesse outro homem, teria que aceitá-lo. Quase esperava que isso tivesse acontecido."

Mediadoressportingbet apostasação

Catherine havia voltado para Johannesburgo e tentava tocar a vida. Evitava olhar fotos do casalsportingbet apostasférias e pensar demais no passado.

"Me agarrei a um fiozinhosportingbet apostasesperança, apesarsportingbet apostasa situação ser muito triste", diz ela.

Enquanto isso, o paisportingbet apostasMcGown continuava tentando alavancar as negociações para a libertação do filho. Decidiu que era necessário contratar um negociador independente, mas tomou decisões ruins nessa busca.

"Pagamos homens que diziam ser influentes e ter acesso a eles, quando não tinham", lembra.

Malcolm entrousportingbet apostascontato então com uma organização beneficente chamada Gift of the Givers, que havia negociado com sucesso a liberação da sul-africana Yolande Korkie, também sequestrada pela Al-Qaeda, no Iêmen.

O fundador da organização, Imtiaz Sooliman, aceitou ajudar e passou a enviar recados para os sequestradoressportingbet apostasMcGown, via intermediários.

Imtiaz Sooliman
Legenda da foto, Imtiaz Sooliman, da organização Gift of the Givers, ajudou a negociar a libertaçãosportingbet apostasMcGown (Crédito: Gift of the Givers)

"É um processo longo. As mensagens são transmitidassportingbet apostaspessoa para pessoa ao longosportingbet apostasuma cadeia, nada é por telefone ou e-mail", explica Sooliman.

Em junhosportingbet apostas2015, a Al-Qaeda divulgou um vídeo provando que McGown estava vivo. Na gravação, o recado erasportingbet apostasque os sequestradores estavam dispostos a conversar.

Meses depois,sportingbet apostasnovembro, surgiu outro vídeosportingbet apostasque McGown agradecia à ONG por negociarsportingbet apostaslibertação.

Após receber esse vídeo, a Gift of the Givers lançou uma ofensiva para cooptar a população que vivia perto dos acampamentos da Al-Qaeda no norte do Mali. A organização começou a comprar gado para as comunidades, a oferecer alimentos e cavar poçossportingbet apostaságua.

Finalmente, os líderes das comunidades toparam falar com a Al-Qaeda sobre a liberação dos reféns. Mas logo as negociações foram interrompidassportingbet apostasnovo.

"Os adultos estavam convencidos, mas os jovens da Al-Qaeda disseram que não, uma vez que abriria um precedente", conta Sooliman.

Nesse meio tempo, Malcolm continuou lutando pela liberdade do filho. E conseguiu entregar uma carta ao presidente sul-africano, Jacob Zuma, explicando a situação e suplicando por ajuda.

Johan dá entrevista

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Legenda da foto, Johan após ser libertadosportingbet apostasjunhosportingbet apostas2017

Em dezembrosportingbet apostas2016, McGown recebeu uma carta do governo sul-africano. O texto dizia quesportingbet apostasmãe estava muito doente e pedia à Al-Qaeda que o libertasse por motivosportingbet apostascompaixão.

Os sequestradores ficaram decepcionados com o conteúdo da carta. E,sportingbet apostasjunho deste ano, contaram a McGown que tinham libertado Johan.

"Fiquei feliz porque isso mostrava que as negociações podiam funcionar e que as pessoas poderiam ser libertadas", conta McGown.

Em julho, ele foi avisado que também seria liberado. Dias depois, o sul-africano foi levadosportingbet apostasuma viagemsportingbet apostasdois dias pelo Saara. Até que o carro parousportingbet apostasuma estradasportingbet apostasasfalto antessportingbet apostasGao e o motorista disse: "Você está livre, pode ir".

O holandês Sjaak

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Legenda da foto, O refém holandês Sjaak foi libertado por tropas francesas

Liberdade

McGown retornou a Johannesburgo no dia 29sportingbet apostasjulho deste ano, após passar por um check-up. Não foi autorizado a falar com a família até minutos antes do tão esperado reencontro.

A dez minutossportingbet apostassua casa, descobriu que a mãe tinha morrido dois meses antes, uma experiência que ele descreve como "surreal".

"Vi meu paisportingbet apostasdentro do carro e meus olhos se encheramsportingbet apostaslágrimas, não podia acreditar."

Stephen McGown com o pai, Malcolm
Legenda da foto, Quando McGown reencontrou o pai, descobriu que a mãe tinha morrido dois meses antes (Crédito: Stephen McGown)

Na sequência, entrou na casa, onde Catherine estava atarefada preparando uma malasportingbet apostasroupas para ir ao aeroporto.

"Ela veio correndo sem perceber que eu já estava lá, falando muito rápido sobre como tinha feito a mala."

"Ela estava tão linda, me pegousportingbet apostassurpresa. Foi muito bom vê-la", lembra.

Catherine conta, porsportingbet apostasvez, que ficou um pouco confusa ao ver McGown com roupas "do deserto" e cabelo comprido.

"Ele estava muito diferente, mas tinha o mesmo sorriso largo."

McGown não sabe por que foi liberado, mas leu no jornal americano The New York Times que o governo sul-africano teria pagado US$ 4,2 milhões pelo resgate, informação negada pelas autoridades do país.

Segundo ele, seu maior desafio agora é voltar à vidasportingbet apostasantigamente.

"Eu vejo meu pai, minha mulher e minha irmã, e é como se a gente tivesse se visto pela última vez ontem, mas há um grande buraco negrosportingbet apostasanos", explica.

Ele luta com o excessosportingbet apostasinformação, após maissportingbet apostascinco anos no deserto, e tem dificuldadesportingbet apostasse relacionar com outras pessoas, assim comosportingbet apostasvoltar a falar inglês.

"É difícil encontrar as palavras certas."

Catherine diz, no entanto, que a essência do marido continua a mesma.

"Ele ainda me faz rir, o que eu amo", diz.

Stephen McGown com jornais
Legenda da foto, McGown com os jornais que estamparamsportingbet apostasvolta para casa (Crédito: Stephen McGown)

O ex-refém da Al-Qaeda afirma que passou a apreciar mais os prazeres cotidianos, como entrarsportingbet apostascasa durante uma tempestade ou se esconder na sombrasportingbet apostasuma árvore quando está fazendo muito calor.

Quando saiusportingbet apostasmoto parasportingbet apostasviagem pela África, conta que tinha como objetivo não se tornar uma pessoa tão fechada.

"Agora sou mais compreensivo e sensível aos problemas das pessoas", avalia.

"Espero não passar pela vida sem ver o que me rodeia."